Eu e Ela Num Trajeto

Retornando da casa de amigos através de um ônibus dado como certo, fui parar em Reticências, lugar entre a ilha de Lost e Smallville, onde acabei conhecendo uma baiana que anualmente viaja de carona de Salvador à Belo Horizonte. A ideia é tentadora. Mas será?

Ela chegou dando tchauzinho. eu retribuí e logo começamos a conversar. Estava chegando de Belo Horizonte, rumo a Salvador. rio-prainha

Passado vinte minutos, a chuva começa a cair. Nos posicionamos em locais distintos a fim de não confundir a cabeça dos motoristas, achando que duas pessoas estão juntas pedindo carona. Neste momento lembrei de uma professora (substituta) universitária que dizia que tínhamos de viver todas as experiências possíveis.  Mas o que esperar de uma pessoa que te coloca de frente para a parede e pede para que descreva o que está vendo? (Não se trata de uma metáfora)

Acabei pegando um ônibus. Quanto à baiana, soube meses depois, através das redes sociais, que ela conseguiu carona e tudo ocorreu de forma perfeita.

Tal relato poderia ser fruto de uma viagem de ácido ou um devaneio quase engolido pelo sono. Mas não. Bastou sair de casa para acontecer.

Abraços para todos.

Ao som de Zé Ramalho – Louvação a Yemanjá

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