Carro, Arpoador e Limite

Quase todo mundo diz um dia você vai parar de gostar disso, daquilo ou do que quer que seja. Mas será mesmo? Viver em estado de quase paixão é errado? Assim como numa determinada idade não ser mais possível gostar ou sentir certas coisas? Como dizia C.S.Lewis “A gente não precisa deixar de gostar de limonada a partir do momento que passamos a gostar de vinho”.

Acho que é por aí, tudo terá um ponto final na hora certa, de maneira natural. Não temos que forçar nada. E por quê estou falando disso? Porque adoro andar de carro pela cidade!!! Ahaha sim!!! Isso nunca mudou, por mais que dissessem que um dia isso seria algo comum. Mas não foi, então, por quê criar um conflito interno? Assim como às vezes prefiro andar de ônibus do que de metrô, por mais que gaste o dobro do tempo, unicamente por que gosto de observar os prédios, casas, pessoas, sentir a pulsação da cidade. Também nunca me cansei disso.

Porém, desde o meu primeiro verão no Rio de Janeiro, uma das coisas da qual não abro mão é um passeio noturno, às vezes em plena madrugada, pelo arpoador. É maravilhoso ter um pedacinho daquele mar iluminado e pronto para o banho, pois as madrugadas do verão carioca estão muito longe de ser frescas.

Acompanhado, sozinho, à dois, um luau, pouco importa. As noites de verão no arpoador merecem ser vividas em todas as suas possibilidades. (Agora, não inventa de dormir lá por quê mesmo policiado as chances de você acordar sendo assaltado são enormes)

Pera aí, como que do assunto carro fui parar no arpoador? Simples, se você está passando pela orla de Ipanema pela madrugada e tem tempo, estacione e vá lá. E se estiver de busão, fica MAIS SIMPLES AINDA!!

– Mas e os assaltos?
– Não estacione muito longe, nem saia carregando um monte de coisas. Do que você precisa além de um chinelo e roupa de banho?
– Mas eu não trouxe roupa de banho!
– Ué, vai de cueca, calcinha mesmo… É tudo a mesma coisa, só muda o tecido!!
– Mas vou ficar sozinha(o) lá?
– Qual o problema? É bom que você pensa na vida… Afinal, tudo que é bom acompanhado é igualmente legal sozinho(a).

A gente tem que viver. Faz bem pra todos nós. Um bom passo fora do percurso pré estabelecido é sempre uma alegria. Nos deixa mais animados para o dia seguinte, seja para ir ao escritório, escrever, dançar ou qualquer outro ofício. Portanto, não tire da sua vida esses detalhes que só alegrarão sua jornada.

São milhares as possibilidades de que tudo dê errado. Que tal começar a focar, de forma consciente, tudo de legal que pode acontecer e começar a viver essas coisas que podem estar ao seu redor?

E se quiser me dar uma carona ao som de Texas ou Fernanda Abreu, eu aceito!! Principalmente se eu puder ir na janela!!  🙂

Ao som de Yellowcard – Miles Apart

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