DR Com o Celular

O plano era virar a noite de sábado para domingo escrevendo e assistindo filmes, porém a frente fria que cobriu a cidade potencializou meu sono (que já é quase um estado de coma), o que me fez desligar tudo e ir dormir. Já debaixo das cobertas, lembrei que ele estava programado para despertar às sete horas da manhã, o que não fazia o menor sentido naquele dia.

Mas para entender melhor é preciso voltar no tempo.

Alguns anos atrás, muito antes da popularização dos smartphones, um amigo meu comprou um celular baratinho e com um design bem legal na época. O meu estava morrendo e eu não podia gastar num bom e novo aparelho, por isso fui até a lojinha que ele indicou e comprei um para mim. Era um hi-phone. Uma versão pirata (carinhosamente chamado de Xing Ling) do Iphone.  Nada de aplicativos ou coisa do tipo. O usava apenas para ligações e ouvir música.

Apesar de tudo o aparelho durou muito mais do que o esperado. Até que começou a dar problemas no touch. Foi preciso decorar um caminho, onde e como teclar para fazer com que funcionasse, assim como não deixa-lo esquentar, senão ele travava, voltando a funcionar “normalmente” somente após esfriar. Emergências e demais situações? Só me restava rezar, rss.drcomocel

Logo o caminho mudou. Bastava dar um murro certeiro no meio da tela que o touch voltava a funcionar perfeitamente. Até o dia em que, no final de uma madrugada, o despertador disparou e por mais que tentasse desliga-lo, só consegui acionar o rádio com aquela irritante estática.

Um murro, três, cinco e nada dele voltar a funcionar, o que fez com que eu literalmente caísse na porrada com ele. Rolamos pelo colchão enquanto o esmurrava. Assim que a tela assumiu o “teia de aranha design”, tanto o despertador quanto o rádio foram desligados.

Agora o celular funcionava perfeitamente, exceto pelo fato de não conseguir ver quase nada na tela.

Hoje os tempos são outros. A popularização e variedade de aparelhos fez com que a opção por um aparelho pirata seja, no mínimo, burrice. Não vale a pena, assim como também pagar absurdos. Já parou pra pensar que o preço de certos aparelhos são muito superiores à viagens incríveis que você poderia fazer pelo país? Pense nisso antes de comprar um eletrônico.

Ao som de Sinéad O’Connor – It’s All Good

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