Na Porta da Minha Casa

Moro num prédio (Na verdade são dois prédios que se interligam através de uma pracinha e um extenso corredor com chão de ardósia) que por muitos anos foi regido por um síndico velho, mau humorado e que com frequência arranjava problemas desnecessários com muitos moradores, estes que se juntaram e o tiraram do poder. Quem ocupou seu lugar foi um cara bem mais novo. d1b6e76149f39fb262d0bd264a7026ac
 
Hoje, ao chegar em casa, me deparo com quatro jovens ensaiando. Não sei bem se era dança, preparação corporal ou algum jogo cênico no centro desse corredor, próximo à portaria do meu prédio. Quis puxar papo, porém não o fiz para não atrapalhar o desenvolvimento. Mas subi para o apartamento feliz. Adorei ver o espaço sendo utilizado dessa forma, ocupado por arte, por movimento. Eu sempre fui a favor da utilização de espaços públicos para ensaios artísticos. Sejam ruas, praças, enfim, qualquer possibilidade de espaço que não atrapalhe o ir e vir das pessoas. Isso é maravilhoso para o artista e também para quem ali transita. Mesmo que por um instante, o contato com a arte deixa nosso coração mais leve.Quero muito encontrar o síndico e falar o quanto achei legal ele ter liberado o espaço. Que isso continue acontecendo.
 
É isso, o velho dá lugar ao novo e assim novos ares, novas formas de pensamento, circulam. Estamos num eterno processo de mudança e brigar contra isso só causará uma desnecessária dor de cabeça.
 
Ao som de Melanie C – Reason
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