A Nova Globeleza

Que alegria!! Pela primeira vez a imperatriz do carnaval da Globo deixou de lado a representação única do carnaval da Sapucaí para mergulhar na festa popular. Frevo, maracatu, samba e demais possibilidades populares desta festa que mobiliza grande parte do país. Nossa pluralidade artística é tamanha e finalmente tal mudança começa a acontecer (acredito eu, devido à tantas críticas nas redes sociais além de uma nova geração que pouco a pouco vem se inserindo no espaço televisivo, trazendo assim novas abordagens).
 
O carnaval não se resume à Sapucaí: O carnaval é a rua, são as pessoas que querem festejar, misturando cores, suor e alegria pelas ruas. Este é o carnaval que eu acredito e vivo. O carnaval do povo.
 
Outro ponto importante é que nunca se discutiu tanto sobre racismo e objetificação da mulher negra. Então eis que ela, a Globeleza, surge vestida, o que não diminuiu em nada sua beleza e atração sexual. Não existe problema na nudez, exceto quando ela reforça uma objetificação ainda enraizada em nossa sociedade para uma determinada cor de pele (Meu ponto de vista cairia por terra se a emissora tivesse Globelezas de variadas etnias). A mulher negra merece ser respeitada como qualquer outra mulher, que merece ser respeitada como todo ser humano. Todos merecemos respeito, o que inclui a ausência de limitações impostas pela mídia e parte da sociedade.
 
Quando o racismo (acerca da mulher negra) e a minimização da mulher acabar, sambar nua, unicamente coberta por purpurina, será simplesmente delicioso. Aí todo mundo vai se cobrir só com purpurina e será mega divertido. Pintos e xoxotas sambando coloridos por onde quiserem. 😀
Ao som de Robbie Williams – The Trouble With Me
 
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